sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

100 años de la Gran Via

Local: Gran Via, Madrid, Espanha.

A cidade em si, uma rua em que vivem na rua sem abrigo com os executivos. Todas as aspirações de uma capital condensadas em apenas um quilómetro. Em 4 de Abril de 2010, a Gran Via faz uma centena de anos.

A 3 meses deste acontecimento o blogue Fotografia com Futuro celebra este facto com a publicação da primeira de doze imagens desta histórica avenida madrilena.

Nasceu em Madrid para a levar ao nível de Berlim ou Paris. Há Cem anos atrás Londres já dispunha de ruas amplas graças ao fogo, Paris, graças a um chefe de polícia que queria o controlar futuras massas revolucionárias com uma simples bateria de canhões em forma de estrela-quadrado. Berlim também tinha uma grande avenida que Hitler sonhou que seria a principal artéria da Alemanha, capital do mundo. Madrid, no entanto, tinha apenas uma rua Mayor onde duas carruagens mal conseguiam cruzar-se.

A nova rua de Madrid cresceu lentamente. Seria quase meio século para ligar a Calle de Alcala à Praça de Espanha. A turbulência política do século XX iria mudar de nome várias vezes, em parcelas e na íntegra. Mas isso não fez mossa em Madrid, os madrilenos continuaram a senti-la como a sua rua mais importante, e nunca a deixaram de lhe chamar a Gran Via
Esta história lembra-nos factos, datas e personagens, que por diversas razões são mesclados com a rua. Desde um madrileno que aprendeu a combinar bebidas no México, a directores de cinema em busca de um lugar a partir do qual as suas personagens possam mergulhar de cabeça; até um refúgio machista e privado, desde a revolução mais romântica até um ditador vingativo.

Hoje, a Gran Via é a rua mais comercial da cidade e os cinemas têm dado lugar aos teatros de musicais. O seu futuro é incerto. Desde retirar os carros, criando um jardim sobre a rua e enterrar o trânsito num túnel são algumas das propostas. Uma mudança drástica que contradiz a ideia com a qual foi criada: abrir uma avenida para o tráfego.